sábado, 22 de fevereiro de 2014

CARTA TOPOGRAFICA

Há algum tempo tenho usado essa interessante ferramenta do Google Maps para descobrir muitas altitudes de montanhas até então desconhecidas por mim. Mas conversando com alguns amigos a grande maioria desconhecia esta ferramenta.

Sendo assim aqui vai a dica para todos que gostam de saber sempre um detalhe a mais sobre aquela região a ser explorada. Carta topográfica no google maps, bem simples de usar. Realmente ela não tem a altitude de todos os cumes, porém, mostra as curvas de níveis a cada 20 metros, o que já é suficiente para se ter uma excelente noção sobre todas as altitudes que precisarmos.

Já me perguntaram se todo o globo terrestre está coberto por essa ferramente, realmente não sei informar, porém, todas as partes que pesquisei consegui achar.



Para utilizar a ferramenta é bem simples.

1 - Entrar no google maps;
2 - Procurar pela região de interesse;
3 - Clicar na ferramenta: MAPA;
4 - Antes de dar o zoom na região, passe o mouse sobre o icone SATÉLITE, sem clicar;
5 - Aparecerá uma nova barra de opções, então clique no icone TERRENO;
6 - Agora sim você poderá dar o zoom.

Espero que a informação seja útil.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Código de segurança

 
CÓDIGO DE SEGURANÇA
 
 
   Para tornar a escalada cada vez mais segura e para que possamos usufruir sempre dos ambientes naturais de forma tranquila, alguns códigos devem ser seguidos, visando primeiramente a segurança dos escaladores e claro o bom convívio com outros escaladores e moradores locais, além de zelar sempre pela fauna, flora e propriedades privadas e públicas por onde transitamos para chegarmos as montanhas.
 
 
1 - Usar o capacete sempre;
 
Tanto para o guia, quanto para os participantes o uso de capacete é fundamental, tanto para previnir quedas quanto a queda de pedras.
 
 
2 - Utilizar sempre equipamentos em boas condições;
 
Atualmente a oferta de equipamentos está cada vez maior, portanto, não existem mais desculpas para se utilizar equipamentos velhos e sem condições de uso. Mesmo quando tratamos de equipamentos de escalada aquela máxima que o barato sai caro continua valendo, portanto, quando um equipamento for muito barato o melhor é desconfiar, lembre-se que recentemente divulgaram que alguns equipamentos da Petzl estavam sendo falsificados na China.
 
 
3 - Revisar os seus nós, certificar-se quer todos estejam devidamente encordados. Verificar fivelas, a posição correta do Baudrier assim como a dos participantes da cordada;
 
 Nunca é demais conferir o encordamento de seus participantes e pedir que os mesmos façam isso com o seu encordamento. No caso de clientes ou principiantes a atenção deve ser sempre redobrada. Quanto aos baudriers os mesmos devem sofrer periodicamente uma inspeção para se atestar a qualidade dos mesmos.
 
 
4 - Dar e receber segurança de forma adequada;
 
Muitos acidentes acontecem por simples falta de atenção do assegurador, principalmente, nos dias de hoje onde o telefone celular está sempre as mãos, perder a atenção neste momento é muito fácil, portanto na hora em que estiver dando segurança, tenha atenção e lembre-se que alguém está confiando em sua segurança e pode precisar dela a qualquer momento e nem sempre é possível avisar antes de uma queda.
 
 
5 - Montar paradas seguras utilizando sempre mosquetões de trava;
 
 Tenha sempre mosquetões com trava para utilizar nas paradas. Lembre-se da equalização em "V" e do Triângulo da Morte.
 
6 - Utilizar solteiras com mosquetão de trava;
 
As solteiras ou ancoragens devem sempre ser usadas com mosquetões de trava.
 
7 - No rapel, utilizar nós nas pontas para impedir a passagem do final da corda pelo aparelho e utilizar nó blocante como sistema de backup;
 
 
Faça nós independentes em cada ponta da corda e lembre-se que este pequeno detalhe pode te salvar. Principalmente em descidas onde a inclinação da montanha seja muito grande o uso de um nó como backup é muito importante, pois, te dará grande mobilidade, principalmente em rapeis em diagonais.
 
 
8 - Utilizar mosquetões de trava no ponto mais alto quando escalar em "top rope";
 
Além de utlizar o mosquetão de trava, nunca tenha sua corda passando dentro de apenas um mosquetão, tenha sempre um backup do sistema.
 
9 - Utilizar somete o oito duplo e o lais de guia duplo para o encordamento:
 
Particularmente sempre utilizei o oito para encordamento e com certeza é o nó mais seguro para esta finalidade, ainda que muitos escaladores, principalmente esportivos gostem de usar o lais de guia duplo pela facilidade com que ele é desfeito mesmo depois de várias quedas.
 
10 - Quando estiver escalando em "top rope" usar os nós de encordamento oito duplo ou lais de guia duplo diretamente ao baudrier ou através de dois mosquetões com portas opostas. Nunca utilizando apenas 1 mosquetão, mesmo que seja de trava;
 
 
Volto a dizer que sempre utilizei o oito, porém, muitos escaladores preferem o uso do lais de guia.
 
 
11 - Estabelecer os códigos de comunicação antes do início da escalada e assegurar-se do seu correto entendimento;
 
Se existe algo que pode fazer toda diferença na escalada é a comunicação, quando se escala em grandes vias e grandes montanhas, em diversas situações você não conseguirá manter contato visual, tão pouco conversar, para isso é fundamental que antes da escalada sejam estabelecidos alguns códigos onde de acordo com um som ou dois puxões na corda aja de determinada maneira, assim como uma única palavra dar a entender que é para soltar a segurança ou começar a escalar.
 
 
12 - Levar além dos equipamentos necessários para escalada os seguintes equipamentos: No mínimo 2 ou 3 cordeletes de tamanho adequado para fazerem um prussick e um cordelete de no mínimo 2 metros de elo. Estojo Primeiros Socorros (Agulha, atadura pequena e grande, esparadrapo, ficha para anotar parâmetros, lápis, lista de telefones de emergência, luvas de procedimentos, manta térmica, pinça, sabão de coco, sal e açucar);
 
 
Dois cordeletes em seu baudrier deveria ser um item obrigatório, pois, eles podem fazer toda a diferença numa situação extrema na escalada, principalmente após uma queda sua ou de seu companheiro. Quanto ao estojo de primeiros socorros não há dúvidas de sua necessidade princpalmente em um ambiente de montanha onde estamos distantes de tudo.



Este código de segurança foi baseado no código da Aguiperj e deve servir de base para qualquer praticante da escalada em rocha, seja em boulders ou em montanhas. Os comentários são pessoais e é um resumo do que penso sobre cada tópico
 
 

Código de ética

                  

CÓDIGO DE ÉTICA



         Para tornar a escalada cada vez mais segura e para que possamos usufruir sempre dos ambientes naturais de forma tranquila, alguns códigos devem ser seguidos, visando primeiramente a segurança dos escaladores e claro o bom convívio com outros escaladores e moradores locais, além de zelar sempre pela fauna, flora e propriedades privadas e públicas por onde transitamos para chegarmos as montanhas.

 
 
1 - Não cavar agarras;
 
Mesmo que em algumas regiões exista essa tendência, evitemos isto, pois, além de marcarmos para sempre a rocha, não há como voltar atrás. Se estiver em uma via e não tiver como mandar o lance em livre, não cave uma agarra, coloque um grampo e mande o lance em artificial, ou se dominar as técnicas, faça um furo de cliff.
 
 
2 - Não colocar agarras artificiais em rochas;
 
Além de não ser estético, irá totalmente contra a tentativa de manter a escalada o mais limpa possível. Existem centenas de locais ainda inexplorados onde podem ser conquistadas vias sem a necessidade do uso deste artifício.
 
 
3 - Respeitar as fendas com possibilidade de proteção através de equipamentos móveis perfurando a rocha somente quando necessário;
 
 Nos dias de hoje adquirir equipamentos móveis é algo bem fácil, portanto, a falta de equipamentos não pode mais ser usada como desculpas para tais atitudes.
 
 
4 - Respeitar a vez de qualquer escalador que tenha chegado primeiro na via de escalada, ultrapassando somente com a permissão da equipe que chegou primeiro;
 
Educação não vale apenas para a base de uma via, acho que seja na trilha ou em qualquer outro ambiente, deve-se respeitar as outras pessoas. Se a sua cordada é mais rápida, seja educado e peça por favor para passar a frente da outra equipe. Um bom dialógo sempre é bem-vindo.
 
 
5 - Optar pela forma de descida que seja menos impactante ao ambiente;
 
Nem sempre esta forma de descida será por uma trilha, pode ser que a descida pela própria via seja menos impactante do que o uso de uma trilha.
 
 
6 - Respeitar a população das áreas de escalada durante as visitas identificando-se antes de entrar em propriedades;
 
Um simples bom dia, por favor ou com licença poderá evitar muitos problemas não só para você, mas para qualquer escalador que visite o local depois de você.  Mesmo sabendo que o acesso a montanha é um direito que temos, vale a pena, perder dois ou três minutos de conversa com o proprietário da terra e pedir-lhe gentilmente o direito de ir e vir em sua propriedade.

 
7 - Praticar e divulgar as técnicas de escalada de mínimo impacto;

Fundamental mantermos os locais de escaladas da mesma forma que os encontramos e mais do que isso devemos difundir essa ideia sempre, não só para escaladores, mas para qualquer visitante destes locais.
 

8 - Não molestar, capturar, alimentar a fauna encontrada nos locais de escalada;

Acho que neste caso o maior problema é quanto a alimentação dos animais, muitos podem achar bonitinho está prática, mas ela é altamente prejudicial aos animais, portanto, não os alimente. Molestar e capturar é algo que acreditamos que nenhum escalador fará.
 


Este código de ética foi retirado da Aguiperj e deve servir de base para qualquer praticante da escalada em rocha, seja em boulders ou em montanhas. Os comentários são pessoais e é um resumo do que penso sobre cada tópico.




quinta-feira, 6 de junho de 2013

Uma marreta que cai!


VIA UPÁ LÁ LPA

UMA MARRETA QUE CAI!


Mais de 23 anos se passaram desde minha primeira escalada a Pedra do Cão Sentado e hoje quando olho para trás vejo quantas vezes contei com a sorte, vejo quantas vezes o perigo esteve bem próximo de se tornar um grave acidente e até mesmo um acidente fatal. Uma das vezes em que tenho certeza que tudo poderia ter dado muito errado, foi em uma das investidas que participei durante a conquista da Via Upá Lá Lá na Pedra da Catarina Mãe, neste dia estávamos em 3, além de mim, a dupla Joel Novo e Leandro Gama “Japão”. Está via já estava começada havia algum tempo e a cada nova investida se mostrava mais desafiadora. Depois de retomada a conquista pela dupla Joel e Japão está era a segunda vez que eles estavam investindo na via, chegamos ao ultimo grampo do primeiro artificial da via, Joel saiu para conquistar o lance seguinte enquanto eu e Japão ficamos no grampo de parada. Joel havia subido com o equipamento de conquista, entre eles uma marreta com 1 kg, após costurar 2 grampos no segundo artificial, ele começou a furar para fixar um novo grampo,  alguns minutos se passaram até que escutamos um grito: “Marretaaaaa”, instintivamente nos protegemos, eu sem olhar para cima apenas protegi minha cabeça com os braços e em menos de 3 segundos após o grito de Joel sinto uma forte pancada em meu ombro esquerdo, sorte ou azar,  depende muito do ponto de vista. Nesta época ainda não usávamos capacetes, então se a marreta tivesse passado 20 cm mais a direita e eu não tivesse sido atingido eu diria que tive muito azar, mas se ela tivesse passado 20 cm mais a esquerda e acertado minha cabeça eu diria que tive sorte, muita sorte em ter sido atingido apenas no ombro, o que me custou muita dor nos dias seguintes. Na hora resolvemos rappelar, o que também não foi tão fácil sem conseguir mexer um dos braços. Pensando hoje fico imaginando o que teria acontecido se ao invés de me proteger eu tivesse olhado para cima para ver o que acontecia, provavelmente está marreta teria acertado em cheio meu rosto. Felizmente não houve sequelas, apenas um grande susto.